• terça-feira , 18 dezembro 2018

União Gaúcha recebe pré-candidatos ao governo do Estado do PP e PDT

 

WhatsApp Image 2018-07-17 at 14.46.15Os dirigentes da União Gaúcha receberam, na manhã desta segunda-feira (16), mais dois pré-candidatos ao governo do Estado. Às 09h30min, foi o pré-candidato pelo PP, Luis Carlos Heinze, e às 11h30min o pré-candidato pelo PDT, Jairo Jorge.

Deputado federal por cinco mandatos e ex-prefeito de São Borja, iniciou sua fala declarando que não atrasará o pagamento dos salários do funcionalismo público. “Eu tenho dito que quero pagar em dia, esse é o primeiro compromisso que eu estou assumindo, honrar o compromisso no final do mês. Os professores me reclamam, os brigadianos… É uma questão de prioridade, se eu sei que não tenho todo o dinheiro, eu tenho que achar um jeito de priorizar o que eu vou pagar primeiro, e eu, primeiro, quero pagar o funcionário. Estou estudando a questão dos tributos, o que eu posso fazer”, considerou.

Heinze também falou sobre a Lei Kandir e a dívida do Estado. “Sobre a Lei Kandir, vamos arredondar esses números. Eu faço parte dessa comissão e conforme o relatório de julho do ano passado o Brasil teria para receber em torno de R$ 550 milhões da Lei Kandir, e deve à União R$ 650 milhões. É mais ou menos 80%, essa dívida se paga. Mas nunca houve pressão, não se trata deste ou daquele governo. Os estados devem pressionar, os caminhoneiros pararam esse país. Se juntar 400 deputados federais, 40 senadores, 15 governadores, será que a pressão não será diferente? Já existem decisões a favor em cima dessas questões, do Supremo, do Tribunal de Contas, auditorias em cima dessa situação. A dívida, eu vou pagar o que nós devemos, agora vamos questionar o valor sim. ‘Eu te devo 650 e tu me deve 550’, por aí começa a conversa. Vamos liderar um movimento entre os governadores e das bancadas federais. É isso que queremos”, disse.

WhatsApp Image 2018-07-17 at 14.48.09Jairo Jorge foi o segundo pré-candidato ao governo do Estado a conversar com os membros da União Gaúcha. Ele iniciou sua apresentação falando que percorreu 497 cidades para conhecer mais profundamente o povo do Rio Grande ouvindo mais de 25 mil gaúchos ao perguntar: qual é nosso sonho?  “Voltar a ser grande” foi a resposta para essa indagação. Para ele, o RS precisa ser novamente um Estado modelo.

O ex-prefeito de Canoas por dois mandatos pelo PT foi enfático ao dizer que não concorda com os quatro caminhos escolhidos por todos os governadores para a saída da crise, que foram: uso do Caixa Único, aumento de impostos, privatização e recursos dos depósitos judiciais.

Jairo Jorge que também foi pró-reitor da Ulbra e ministro interino de Educação, se eleito, prometeu dar total atenção a educação, honrando a principal bandeira do PDT. Entre as outras diretrizes, além da educação, estão as prioridades em Desenvolvimento, Infraestrutura, Saúde, Segurança, Gestão e Governança. Segundo ele, irá criar polos e conselhos regionais como os que foram criados anteriormente nos governos do seu partido.

Questionado sobre como pretende conciliar o Regime Geral de Previdência e o Regime de Previdência Complementar, o pré-candidato falou que é preciso fazer uma avaliação atuarial detalhada, legislação atualizada, contabilidade adequada e investimento sólido. “Temos que ter uma gestão para os servidores, uma gestão técnica. O nosso IPE tem uma solidez, mas tem que ser mais profissional. Temos um sistema que precisa ser aperfeiçoado”, detalhou.

Sobre as questões da dívida pública, Lei Kandir e Reforma da Previdência, ele comentou que é preciso mais ação dos estados. “O governador não é um expectador, que fica apenas assistindo o que acontece no País, o RS precisa de um governador que lidere”. E acrescentou “nós levamos milhares de servidores a uma aposentadoria precoce porque colocamos medo e perdemos grandes inteligências por isso”, frisou.

Sobre como irá lidar com o funcionalismo público, Jairo Jorge disse que “as pessoas precisam fazer parte das soluções”. “De minha parte não haverá sobressaltos, eu nunca tomei uma decisão sem antes ouvir os servidores. Na minha gestão na prefeitura de Canoas eu ouvi mais do que falei”, salientou. Ele reforçou diversas vezes que sua proposta é de diálogo e que, “sem transparência, não existe segurança”.

Falou sobre o Banrisul e enfatizou que sua agenda de governo não passa por vender o Banrisul. “O papel do governador não é o de ser leiloeiro”. Ele disse que irá trabalhar para que a folha de pagamento do funcionalismo público seja paga no último dia do mês. “Pagar em dia é obrigação e não um mérito”.

Uma das questões chave para a União Gaúcha é sobre o IPE-Saúde que é responsável atualmente por 1 milhão de segurados. A diretora financeira da UG, Kátia Moraes, indagou sobre os baixos salários da autarquia e a situação precária do órgão. Para ele, o IPE precisa ser profissionalizado e é preciso resolver as questões da tabela de honorários, que é um dos grandes entraves do IPE com a classe médica. “Essa análise tem que ser profissional, temos de ter um colegiado para se tomar decisões. Eu proponho uma gestão profissional, o IPE é muito importante para a saúde pública”.

O pré-candidato do PDT enfatizou que seu compromisso será com o servidor público e que deverá acabar com o parcelamento.

 

Assessoria de Imprensa

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texto: Gilvânia Banker e Camila Cabrera

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