• sábado , 23 setembro 2017

Sem reajuste no IPE há seis anos, usuários enfrentam dificuldades para marcar consultas

Número de médicos que atendem pelo plano de saúde estadual vem diminuindo. São mais de 1 milhão de usuários no estado.


Por Gabriela Fogliarini, RBS TV

Usuários afirmam dificuldades na hora de marcar consultas pelo IPE no RS

Usuários afirmam dificuldades na hora de marcar consultas pelo IPE no RS

A dificuldade para marcar uma consulta é cada vez mais frequente entre os usuários do plano do Instituto de Previdência do Estado (IPE). O motivo é o número de médicos que já se descredenciaram do convênio devido à defasagem do valor repassado aos profissionais.

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) afirma que apenas em 2016, 92 profissionais deixaram de atender pelo plano. A entidade argumenta que o último reajuste no valor que os médicos ganham, de 40%, foi há seis anos. A partir daí, o médico passou a receber R$ 47 por consulta.

Mais de 1 milhão de usuários do Ipe enfrentam dificuldades para conseguir uma consulta pelo plano. A estudante Suelen Caravalho conta que desistiu de marcar com uma ginecologista que atende pelo convênio, em Santa Maria, porque a médica só tinha horário disponível para dezembro. Ou seja, daqui a quatro meses.

“Estou desde a semana passada tentando marcar uma consulta pelo convênio e não consigo. Aí só sugeriram uma particular, que teria para essa semana”, afirmou.

Desconto para usuários do Ipe

Para não perder o paciente, em Santa Maria muitos médicos estão oferecendo um desconto para quem tem o convênio. O Instituto disse que esse desconto é legal só se não for cobrado duplamente. Ou seja, pelo convênio e particular.

Segundo o Simers, sem expectativa de negociação, a categoria entrou na Justiça para pedir um aumento no valor pago aos médicos. “O IPE é um plano muito grande”, analisa o presidente do Simers. “São 1 milhão de usuários, 10% da população, e que são funcionários públicos, que sempre tiveram um tratamento diferenciado, e eles não merecem o que o governo do estado, o IPE, está fazendo com eles”, completa ele.

À reportagem da RBS TV, o IPE reconheceu a defasagem no valor repassado aos médicos, e informou que pretende buscar soluções para o problema a partir da aprovação da proposta que prevê a separação das áreas da saúde e da previdência na administração do instituto. Ressaltou, ainda, que os pagamentos aos médicos estão em dia.

G1

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/sem-reajuste-no-ipe-ha-seis-anos-usuarios-enfrentam-dificuldades-para-marcar-consultas.ghtml

 

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